terça-feira, 3 de novembro de 2009

poesia na praça sete

http://www.youtube.com/gilbertodeabreu#p/u/2/kUUNgvr1oVU

video

trecho do poema, gente, gravado dia 25, sexta feira de setembro, na praça sete, dentro do projeto de rogério salgado e virgilene araújo, poesia na praça sete.

o cavaco está ligado a um aparelho pilotado por sandro medeiro.

as imagens gravadas por jackson abacatu.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

as 2001 noites de beagá

clique duas vezes na faixa 4: as 2001 noites de beagá, na segunda janela verde, a do rádio ao mais corajoso, o poeta aqui ao lado, amplie as páginas abaixo noutra guia e veja e ouça essa história em quadrinhos.









esse é um trecho do primeiro capítulo do seriado as 2001 noites de beagá. publicada as 19 páginas em 4 edições da revista graffiti, 2000/2001. virou som um pouco depois. nessa gravação feita no estúdio audio digital, por sérgio murilo tocam: marcelo cacique, na guitarra, é, e foi só uma guitarra com sons diferentes, mas gravados num só canal e na mesma levada. como, não sei porque só tínhamos um canal pra guitarra e os desenhos que ele fizera pra harmonia de 2001 seriam melhores realizados se executados em momentos diferentes, mas era divertido vê-lo mudando os efeitos rápidamente para também compor a música, e só podemos concordar com o tanto que ele toca, grande músico. no teclado o luando de abreu faz uma espécie de apoio geral. a percussão do joão carlos faz com que a mesma harmonia tenha mais nuances. as surpresas são: o kimura schetino na gaita dando aquele toque teatral remetendo-nos à própria história em quadrinhos, e indo até se incorporar à paisgem, ou cenário. e a outra especial é o tadeu franco que faz uns vocalises sussurrados. o tadeu tem a voz muito forte, fácil e melodiosa, e somada ao super microfone pré valvulado do sergim, ele sussurrou os vocais, num bom e fraterno momento, só ouvindo pra traduzir. e eu faço o cavaco com um efeito fuzzy controlado no pedal, a voz e também a autoria.

melhor ir por esse link a seguir:
http://www.youtube.com/watch?v=Yxq_U9-NYlY


terça-feira, 7 de julho de 2009

capa do cd: joão, gilberto e clarisse

essa foto foi clicada por paulo laborne, no dia da desmontagem da minha primeira exposição em uma galeria, a 'geração visual - onde estão os passarinhos?', no iab mg, em 83. nessa primeira exposição eu mostrei, desde painéis como esse de fundo na foto, a esses objetos de cena com as crianças; josé rafael, tamira e luando, meus filhos com a míriam abreu, até a pequenos desenhos despretensiosos, feitos em mesas de bares. enquanto o paulão fotografava os quadros e eu e família desmontávamos a mostra, surgiu a idéia e a realização dessa foto. anos depois ela veio a cena como essa capa quando o tatta spalla olhando fotos me disse que ela dava uma bela capa, falei, - é essa! treis crianças representando o trio formado por joão carlos, gilberto de abreu e clarisse alvarenga, o joão, gilberto e clarisse. mais tarde, agora, já com outra formação se chama: cia joão gilberto e clarice, que termina as gravações do novo cd, o 'ao mais corajoso, o poeta'. desse cd já pode se conferidas algumas faixas aqui no poesia sonora.

10 . joão gilberto - joana guimarães e gilberto de abreu

poema de joana guimarães, concebido durante as gravações do cd.
a base instrumental é a mesma de: 'clarice lispector, joão gilberto instrumental', só que sem as vozes ao fundo e com outra mixagem. os violões base o solo são criados e executados por tattá spalla, e os dois cavacos, base e tambem solo distorcido, foram tocados por mim. foram gravados em dois períodos , no primeiro, fizemos o cavaco e o violão base, e no mesmo período o tattá fez o solo do violão. em outro acrescentei o cavaco com distorção e posteriormente coloquei a voz.

9 .velhocyclo - gilberto de abreu




esse poema foi feito das anotações que fiz durante as etapas de realização da gravura homônoma que aqui ilustram o poema. a harmonia é composta de duas partes. a primeira é feita de um solo que é repetido em tons diferentes pelo segundo cavaco, na outra os cavacos fazem praticamente o mesmo desenho com timbres diferentes. na percussão os pratos do joão receberam um pouco de eletricidade. tudo isso vem guarnecido pelos teclados do fernando lopes (batata), com sua preciosa colaboração.

7 . o monstro - ronaldo brandão e gilberto de abreu

esse poema que o ronaldo brandão, que também é um grande ator e diretor de teatro, me passou na mesa do bar 'pelejando', numa madrugada fria no bairro santo antonio, em bh, mexeu muito comigo; pela atitude filosófica ao encarar 'o lado de fora' da gente no cotidiano comum da nossa vivência. acrescentei ao poema o texto que é dito pela gabriela ruas, então com sete anos, filha do sérgio murilo, e para criar esse clima de tensão, eu usei quatro cavacos, com vários efeitos, e às vezes todos fazendo a mesma nota. o joão usa além de seus instrumentos percussivos, pratos da bateria, pra dar esse clima de tensão necessário à interpretação do poema.

8 , só o tempo vai apagar - paulo césar barros e getúlio côrtes

essa canção originariamente gravada por roberto carlos, ficou esquecida na minha memória, para numa manhã, após descer de um ônibus, meio triste por amor, pousar inteirinha na minha cabeça. na praça sete, me encantei por lembrar-me dela toda, e já em casa comecei a tentar tocá-la no cavaquinho, acabei fazendo uma arranjinho pra ela, e tocava-a de vez em quando. o joão carlos gostou muito da levada, e me convenceu a acrescentá-la no cd. foi gravada assim: são dois cavacos, o primeiro que faz a harmonia solada da canção, e o segundo com uma distorção entra só em alguns momentos. a percussão é um caso a parte, ela foi executada em um instrumento de pvc que o marco antonio guimarães (uakti) presenteou ao joão carlos. quando estava fazendo o encarte do cd, fui procurar a gravação do roberto carlos pra copiar a letra e saber direito o nome dos autores. aí reparei que a canção tinha vindo toda, mas com uma palavrinha trocada, 'pedir nem ficar" pra "pedir pra ficar". outra curiosidade é o fato das duas gravações terem o mesmo tempo de duração, apesar dos arranjos serem diferentes.